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  • Thiana Calmon

DOR CRÔNICA E BALLET


Sempre tive muita dificuldade em manter na rotina uma atividade física constante. Talvez por nunca ter tido o exemplo dos meus pais ou talvez pela pura necessidade de estudar e trabalhar ao mesmo tempo.

Depois dos 20 anos, lembro bem que foi durante a minha 1ª faculdade, comecei a sentir muitas dores nas costas.

Eu precisava fazer monografia e passava muitas horas no computador (e naquele tempo só conectava de madrugada pois era mais barato...rs). As dores que começaram nessa época se prolongaram por mais de 10 anos e nunca dei muita importância ao que o corpo tentava me alertar o tempo todo.

Eis que após muitos anos de pesquisa, finalmente encontrei um médico que diagnosticou minhas dores, FIBROMIALGIA. A Fibromialgia é uma síndrome, ou seja, uma série de sintomas que provocam muitas dores musculares, distúrbios no sono e principalmente fadiga crônica. Quem quiser saber mais sobre a Fibro, pode ler meu relato aqui.

Depois de ser diagnosticada, algumas peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar e descobri que meu problema com a atividade física tinha também um lado “físico” que eu simplesmente não levava em conta. Eu me esforçava para ir à academia depois de um dia cansativo, mas eu nunca conseguia manter... faltava energia! Eu ficava triste tentando entender por que tantas pessoas com a mesma idade que eu ou até mais velhas conseguiam trabalhar, cuidar da casa, estudar e ainda malhar... eu simplesmente não conseguia.

Aos 32 anos consegui largar um emprego que não me fazia feliz e resolvi que precisava mudar ainda mais coisas na minha vida! Minha meta era conseguir encontrar uma atividade física prazerosa, até porque, quem é portador de Dor Crônica precisa praticar atividade física, de preferência diariamente. Esse era um ponto fraco para minha saúde e eu precisava melhorar isso.

Foi quando resolvi agendar uma aula experimental de Ballet Adulto. Logo de cara me encantei, conhecer algo novo é sempre desafiador e o Ballet era algo desconhecido para mim, nunca pratiquei quando criança, muito menos adulta. Depois da aula experimental eu me inscrevi para o curso de férias, que é muito comum nas Academias de Dança em Janeiro e esperei ansiosamente pelo início das aulas. Após acabar o curso de férias, me dei

conta que tinha praticado 1 mês de aulas sem faltar nem um dia (isso nunca tinha acontecido comigo), foi então que descobri que estava apaixonada. (Conto mais sobre minha 1ª aula aqui)

As atividades físicas extenuantes nunca foram o meu forte... Correr, nadar, pular corda, lutar, tentei tudo isso e nunca “me encontrava”. Com o Ballet foi diferente, foi amor ao primeiro plié. Engana-se quem acha que o Ballet é fácil, após as primeiras aulas eu descobri que tinha músculos que nem imaginava que pudessem existir, doía tudo! Apesar dos exercícios iniciantes serem lentos e ordenados, as repetições trabalham a musculatura e aos poucos seu corpo vai ganhando força e beleza.

Hoje, depois de 4 meses praticando aulas de Ballet Adulto, posso afirmar que encontrei a atividade física que eu tanto precisava. As dores recorrentes da Fibromialgia estão menos intensas e a minha energia aos poucos se equilibra. O Ballet não é só um hobby, ele agora faz parte do meu “tratamento” contra a dor crônica e ainda por cima mudou a minha vida para muito melhor!

Karen Neves é Empresária, Pisciana, Blogueira de Coração, Aprendiz de Bailarina e Apaixonada pelos Animais.

#balletadulto #dor #fibromialgia

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